sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A saúde dos ossos também está relacionada com Atividade Física.

Quando você vê um adolescente praticando esportes, em uma praça, em um dia ensolarado, pode pensar que aquilo se resume apenas a uma mera brincadeira e reunião entre amigos. Mas o que muita gente não imagina é que esse comportamento aparentemente simples, até mesmo rotineiro, pode trazer benefícios à saúde para uma vida inteira, inclusive quando o assunto são os ossos. Estima-se que 95% da formação dos ossos se dá justamente nessa etapa da vida, quando os hormônios estão trabalhando a todo o vapor.  Além da herança genética, são três os fatores que garantem uma boa formação óssea: praticar atividade física, tomar sol na medida certa (e isso os adolescentes da cena citada fazem em um simples jogo em grupo ao ar livre) e ter uma alimentação equilibrada, que inclua porções diárias de cálcio.

Todo esse cuidado tem uma razão: ao longo da vida adulta, e principalmente na terceira idade, as pessoas começam a perder massa óssea. Esse é um processo natural (e irreversível) para todos os seres humanos. Adultos costumam perder 1% da massa óssea a cada ano. Em mulheres na transição menopausal – que começa algum tempo antes e se estende por alguns meses depois da parada do fluxo menstrual propriamente dita – a perda óssea varia entre 2% e 4% anualmente.  A explicação está nas intensas alterações hormonais que acontecem nesse período, no qual as taxas do estrogênio, conhecido como protetor dos ossos, são reduzidas e ocorre perda óssea acelerada em, aproximadamente, 30% das mulheres. Nos homens, a perda costuma ser menor, mas também acontece, especialmente após os 60 anos, inclusive com aumento da taxa de fraturas por fragilidade óssea. Neles, os principais fatores de risco não são os hormonais, mas sim o sedentarismo, o consumo regular de bebidas alcoólicas e o tabagismo. Quando essas perdas são acentuadas (redução de 20% a 30% da densidade mineral óssea comparada ao adulto jovem, de 20 a 30 anos), a pessoa apresenta osteoporose e maior risco de fratura por baixo impacto ou mínimo trauma, principalmente da coluna, do colo do fêmur e do punho. As fraturas estão relacionadas a um maior risco de novos eventos, prejuízo da qualidade de vida, dor crônica, redução da estatura e limitações para executar atividades da vida diária e de lazer, com maior grau de dependência.

ATIVIDADE FÍSICA

Exercitar-se é fundamental para ter ossos saudáveis. A força mecânica gerada pelos exercícios, quando aplicada sobre o tecido ósseo, gera sinais bioquímicos que estimulam as células que formam a matriz óssea. E se isso ocorre na adolescência, quando há o auge da formação óssea, melhor ainda. Ao fazer exercícios como musculação, corrida ou bicicleta, nessa fase da vida, a pessoa acaba aproveitando melhor a sua capacidade de produção óssea, herdada geneticamente. É por isso que se pode dizer que ossos e músculos caminham juntos. Ao estimular um, você automaticamente gerará benefícios ao outro. Na terceira idade, então, o ideal é caminhar e fazer exercícios contra resistência, popularmente conhecidos como musculação, pois isso ajuda a combater a perda de massa óssea, que ocorre mais intensamente nessa etapa da vida. Exercícios que não utilizam a força da gravidade, como os realizados na água (hidroginástica e natação), embora não tragam benefícios diretos para a prevenção e o tratamento da osteoporose, são muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular e podem reduzir o risco de quedas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário