O diabetes tipo I é caracterizado pela ausência de produção de insulina pelo pâncreas. Já o diabetes tipo II se caracteriza pela resistência dos tecidos periféricos (músculos esqueléticos) à captação da glicose estimulada pela insulina.
A alteração na secreção e na ação da insulina pode acarretar em hiperglicemia crônica acompanhada de alteração no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas que por sua vez induzem a alterações tissulares, ou seja, em complicações crônicas nos vários tecidos do corpo (olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos). Em pacientes com diabetes tipo I pode ocorrer também a hipoglicemia, em função do tipo de insulina administrado ou da dieta (p.ex. várias horas sem ingerir nutrientes principalmente carboidratos) concomitante ao exercício que aumentará a utilização de glicose pelo músculo.
A atividade física maximiza a captação de glicose pelas células musculares, e o exercício regular induz aumento na sensibilidade à insulina. Assim como para a população normal, o exercício físico exerce efeitos favoráveis sobre fatores de risco cardiovascular comumente associado ao diabetes.
Exercícios com pesos combinados com exercícios aeróbicos e/ou com dietas para redução do peso corporal apresentam melhor efeito no controle glicêmico que ambos isolados.
Vejam os benefícios:
· Melhora a sensibilidade à insulina;
· Melhora o controle glicêmico;
· Melhora o perfil lipídico (reduzir o colesterol total, LDL, triglicerídeos e aumentar o HDL;
· Melhora a função endotelial, ou seja, aumenta a dilatação das artérias.
Parâmetros glicêmicos para início do exercício Glicemia (mg/dL) – Conduta:
· Até 80 - Não realizar exercício.
· 80 a 100 - Ingerir carboidrato; medir novamente a glicemia.
· 100 a 250 - Realizar exercício.
· Acima de 250 - Não realizar exercício.
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