segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Atividade Física e Dor do Treinamento.

A dor durante e após o treinamento é comum quando o indivíduo está sofrendo adaptação ao treinamento, porém, não deve chegar ao desconforto. Houve um tempo em que se tinha uma concepção errada de que "sem dor não há ganho", porém isso já não condiz com o que a literatura relacionada à fisiologia do exercício nos afirma.
A adaptação a um programa de exercícios é um processo individual. E a sobrecarga necessária para o ganho de resistência, força e aumento de massa muscular (hipertrofia), não precisa passar pela dor para atingir seus objetivos mais importantes.
A presença da dor pode significar que alguma coisa modificou-se, positivamente ou negativamente, na fisiologia normal do músculo, das articulações e/ou dos ossos. É sempre um sinal de alerta. Ela nunca deve ser ignorada e precisa de investigação, independentemente da performance do atleta ou esportista.
O acúmulo de substâncias associado a exercícios intensos, principalmente no início do treinamento ou na época de mudança de carga, pode levar a uma dor de curta duração, geralmente referida como uma sensação de peso. Isso é normal, e com a repetição nos dias seguintes a dor tende  a desaparecer.
Já com exercícios muito intensos, ou seja, com cargas maiores, a dor pode correr de forma continua e perdurar por mais tempo e, às vezes, sem melhora progressiva. É um alerta importante para o risco de fraturas ou lesões.
Um dos fenômenos observados são os microtraumas, ou seja, minúsculas lesões nas estruturas musculares, ósseas, e/ou articulares que, com a repetição, podem levar a uma lesão definitiva e limitante para a continuidade de treinamento. São exemplos:  as tendíneas (tendinites), as alterações ósseas, como a canelite (tornozelo), e as lesões articulares, como a artrose. Isso sem contar com as lesões de menisco em joelhos e lombalgia, decorrente das alterações da estrutura óssea da coluna e dos discos intervertebrais, e as fraturas por estresse.
Vale a dica de evoluir seu programa de treinamento de forma gradativa e constante, respeitando um tempo adequado de repouso, uma boa hidratação, alimentação e um bom período de sono. Se a dor aparecer ou permanecer constante, além de diminuir o ritmo de treinamento ou até interrompê-lo, procure um profissional habilitado para o diagnóstico. Assim, as chances de uma recuperação satisfatória são maiores e você poderá valtar aos treinos  normalmente.

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